A partir dos mantimentos que compõem a cesta básica, promove uma reflexão sobre o país e sobre o estado do corpo, em tom bem humorado.
Questiona o que é dado a comer à população através dos programas alimentares, bem como dos educacionais e o contentamento alienado resultante.
O elenco se amolda, se incrusta aos mantimentos, gerando uma profusão de imagens.
MASSA, do grego máza, do latim massa, é pasta, aglomerado, grandeza, corpo, quantidade. MASSA é energia. MASSA é MASSA


 

Tem como conceito a arquitetura do edifício e o espaço circundante como base da criação.
A configuração arquitetônica - degraus, colunas, portas, plataformas, recortes e reentrâncias -, constitui o cenário da ação, gerando a atmosfera concentrada, silenciosa, através de uma profusão de imagens próprias ao universo humano. Associa portanto a dança à cidade, aliando política e poética, inscrevendo a dança na realidade urbana, social, paisagística.
Aproxima o artista do cidadão, sensibilizando a população e desenvolvendo o exercício de funções perceptivas.
Requer e provoca o estado de disponibilidade. O habitar inusitado de lugares conhecidos desperta a curiosidade criativa.
 


 

Apresenta mulher que contracena com cinco tampas de privada, aqui eleitas ícones de nossa civilização. O objeto descontextualizado transforma-se em obra de arte.
O objetivo é propor a criação de um universo ao mesmo tempo poético e político, apresentando uma crítica à civilização, que se esgotou e se degenerou, provocando reflexão.

"Há imagens em "Latrina"de Célia Gouvêa que ficarão para sempre guardadas em minha memória, tais como o trenzinho, que compõe um percurso de nossos dejetos, como o colar."

Carlos Augusto Calil, Secretário Municipal da Cultura.
 


O título alude  à cor dos figurinos, à possibilidade de o público completar o que vê através da sua percepção e ainda remete a um contraponto contemporâneo aos "Ballets Blancs". "C-E-C-I-L-I-A", "ROMANCE DE DONA MARIANA" e "PARASCHA" são as três coreografias que compõem o programa. A tríade traz a marca coreográfica de Célia: humanidade, humor e construção dramatúrgica, sonorizada por três momentos musicais - contemporâneo, rítmico e melódico.
Investiga ainda a palavra cênica, palavra física, não narrativa, capaz de sugerir e, finalmente, objetos visuais intrínsecos a cada peça, geram a cenografia.
 


Com trilha sonora original do músico Hélio Ziskind, parte do poema “No Meio do Caminho”, de Carlos Drummond de Andrade. A crítica Ana Francisca Ponzio escreveu: “Célia está apresentando um programa equiparável ao que se vê nos festivais internacionais que mostram as experiências mais arrojadas da dança produzida hoje. As duas peças do programa em cartaz demonstram o permanente processo de pesquisa da coreógrafa, que desenvolve uma linguagem com personalidade própria. A peça Pedra no Caminho é curta e enxuta, com personagens abstraídos em si mesmos e jogos gestuais que se baseiam em composições e decomposições de movimentos”.


Com música de Pierre Henry, é uma liturgia profana. Uma coreografia ritualística, estruturada em cânones, que expõe as pressões sociais. Apresentada com sucesso no Brasil e em Portugal. A crítica Helena Katz escreveu: “Há frases que são verdadeiras aulas de composição, tal a justeza com que misturam música, espaço, corpo em ação e iluminação.”